Fotos e Moções – Seminário Reflexões sobre as Diferentes Experiências de Cooperativismo Social

19/11/2010

A Rede de Saúde Mental e ECOSOL apoiou no dia 11 de novembro, em Campinas, a realização do Seminário sobre as Diferentes Experiências de Cooperativismo Social.

O Seminário contou com a presença com 132 pessoas e 18 munícipios do Estado de São Paulo. As mesas contaram com a contribuição de: Sebastião Arcanjo (Secretario Municipal de Trabalho e Renda), Dr Pedro Gabriel Delgado (Coordenador Nacional de Saúde Mental – Ministério da Saúde), Adail Rollo (Diretor de Saúde – Secretaria Municipal de Saúde), Dr. Marcelo Mauad (Assessor Juridíco da UNISOL Brasil) Dr. Jorge Broide (psicanalista, Pós Graduação UNIBAN), Dra Fernanda Nicacio (USP), Lucia Maria Bertini (Coordenadora Técnica do PRONASCI/ Fortaleza) e de Leonardo Pinho (Coordenador de Economia Solidária – Secretaria Municipal de Trabalho e Renda).

A Sistematização dos Grupos de Trabalho serão disponibilizadas posteriormente.

Apresentação Dr Marcelo Mauad (clique aqui) assessor jurídico da UNISOL Brasil

Fotos do Seminário: http://www.flickr.com/photos/saudeecosol/sets/72157625426116512/

Moções Seminario Coop Social Campinas

Matéria publicada na Página Eletrônica da Prefeitura Municipal de Campinas:

http://www.campinas.sp.gov.br/noticias-integra.php?id=4061

Seminário sobre cooperativismo debate inclusão e economia

12/11/2010 – 12:08

 Ana Paula Meneghetti

Discutir, refletir e fortalecer a proposta de Regulamentação da Lei de Cooperativas Sociais do País, este foi o principal objetivo do Seminário “Reflexões sobre as Diferentes Experiências de Cooperativismo Social”, que aconteceu na tarde de ontem, quinta-feira, dia 11 de novembro, das 8h às 17h.

O Seminário, promovido pela Secretaria de Trabalho e Renda, por meio da Coordenadoria de Economia Solidária, é uma extensão da II Conferência Nacional de Economia Solidária (II Conaes), da IV Conferência Nacional de Saúde Mental Intersetorial e da Conferencia Temática de Cooperativismo Social, realizadas durante este ano.

As iniciativas de cooperativismo social são empreendimentos formados por pessoas em situação de desvantagem por condições físicas, mentais e situações sociais específicas, e têm como foco promover a inclusão social e ampliar a participação dessas pessoas no mercado de trabalho.

“Este evento tem como finalidade reunir os setores responsáveis pelo sistema de saúde mental e deficiência física, sistema prisional de egressos e reeducandos e dos adolescentes em conflito com a lei, para discutir as trocas de experiências e, assim, levantar propostas que vigorem na regulamentação da Lei de Cooperativas Sociais, de 1999”, declarou o Coordenador de Economia Solidária, da Secretaria Municipal de Trabalho e Renda, Leonardo Pinho.

O Coordenador Nacional de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Pedro Gabriel Delgado, lembrou que o Seminário possibilita a contribuição das pessoas que estão inseridas nessas experiências para que se possa levar uma moção de Campinas até Brasília. “Essa legislação de 1999 é insuficiente, pois limita a ação das cooperativas”, disse Delagado.

O psicanalista, autor de livros sobre Adolescência em Conflito com a Lei, Jorge Broide, trabalha há dois anos com a iniciativa do cooperativismo social dentro do Centro de Orientação ao Adolescente de Campinas (COMEC). O primeiro passo é a formação de um grupo junto aos adolescentes, que estão cumprindo medidas sócio-educativas, para que exponham sua situação de vida e, a partir disso, tentem encontrar um nicho de mercado no qual queiram se capacitar profissionalmente.

A função desse grupo é fazer com que os adolescentes relacionem a questão do trabalho com a sua própria vida, desenvolvendo um empreendimento de economia solidária de autogestão. A idéia é que a iniciativa do cooperativismo social possa se constituir em uma política pública”, afirmou Broide.

Segundo Delgado, os movimentos de economia solidária são considerados fortes no Estado de São Paulo, já que estão registradas 429 iniciativas de inclusão por meio do trabalho e de ações culturais. “É um número muito significante para o Estado, porém se comparado à extensão territorial do Brasil, torna-se pequeno. Daí a necessidade de realizar esses movimentos que garantem sustentabilidade econômica”, apontou.

O encerramento do Seminário aconteceu, às 17h, com uma síntese e reflexão sobre os rumos do Cooperativismo Social, feitas em conjunto pelos participantes Pedro Gabriel Delgado, e Jorge Broide. Diante das reflexões, Delgado fez dois importantes encaminhamentos: o compromisso de construir um grupo de trabalho interministerial junto à sociedade civil para a regulamentação da Lei e ressaltou a importância das iniciativas do cooperativismo social serem consolidadas como políticas públicas em relação à população em situação de rua e aos usuários de álcool e drogas.

As propostas serão negociadas, por intermédio do Coordenador Nacional de Saúde Mental, no governo federal e encaminhadas ao Ministério da Saúde e do Trabalho. Além disso, também se propôs a fazer a interface com a questão do trabalho e renda nas entidades, que atendem pessoas com deficiência física ou mental, do Município.

O Evento contou com o apoio do Ministério da Saúde, por meio da Coordenação Nacional de Saúde Mental, do Centro de Orientação ao Adolescente de Campinas (COMEC), da Rede de Saúde Mental e Economia Solidária e da Universidade Bandeirante de São Paulo (UNIBAN – Pós-graduação).


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